VI Jornada de Direito e Psicanálise

 

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VI Jornada de Direito e Psicanálise

“Juventude, Violência e Cultura: Um Diálogo sobre os Jovens de Nosso Tempo.”

Quem são os jovens de nosso tempo? O que desejam? Sabemos que juventude hoje é sinônimo de prestígio, sucesso e de um presente que se eterniza. Mas o padrão dos “eternamente jovens” requer de nós corpos vigorosos, estarmos em acordo com o imperativo do mercado de consumo, além da obrigação de um gozar sem freios.

Este modo de subjetividade, que tende a apagar, na vida coletiva, as diferenças, em privilégio de uma cultura de massa, vem dificultando a transmissão das experiências de vida entre gerações.O homem transmite, aos que virão, suas vivências discursivas e o que pode ser recolhido, além da memória e da história de seus ancestrais, são os enigmas que restam no que ficou por dizer. Nestes enigmas, entranhados no osso da palavra, reside o nosso grão de humanidade. É o que nos encoraja a lançar um olhar para o futuro.

Ao se desalojarem das identificações que sustentaram a criança que foram para seus familiares, os jovens vão buscar no mundo – o mundo de seu tempo, – referências e ideais para a construção de suas identidades. Deste modo, a juventude tem sido, hoje, a expressão do quanto a nossa sociedade vive amparada na cultura do descarte, do “vale tudo”, o que se desdobra na dificuldade de crença no Outro e na autoridade de uma Lei que interdita o paradigma de que tudo é possível.

Por outro lado, o declínio do Estado Social de Direito tem promovido o descaso de políticas públicas e o recrudescimento de um sistema penal que propaga, através da mídia, de suas ideologias e instituições, a expansão de um imaginário penal punitivo capaz de tornar invisível amplas parcelas da juventude brasileira.  

Tomando como referência essas reflexões, a Escola Lacaniana de Psicanálise de Vitória, em parceria com a Faculdade de Direito de Vitória – FDV, convida você para debater sobre este tema, visando encontrar práticas de intervenção que possam servir de rede de amparo simbólico aos jovens de nosso tempo, assim como políticas de inclusão que lhes permitam se manter na coletividade, sem, com isso, abrir mão de suas singularidades. Sobretudo, este encontro visa refletir, no diálogo com psicanalistas, juristas, educadores, profissionais da mídia, artistas, jovens estudantes, enfim, todos que se afetam pelo tema, de que maneira situar os jovens diante de seus atos, para que, na particularidade de suas elaborações, construam sua história subjetiva e sua cidadania.

Eixos Temáticos:      

  1. Inventar é preciso: Expressões culturais e Nomes do Pai no mal-estar contemporâneo.
  2. Juventude, Violência e Drogas.
  3. A Família e a Escola: Uma rede de proteção em dificuldades.
  4. Midiatização e violência: considerações sobre o Imaginário Penal Punitivo.
  5. Privação emocional e delinqüência
  6. O lugar da narrativa jornalística como propagadora de violência.

A Jornada de Direito e Psicanálise acontecerá nos dias 6 e 7 de maio de 2016, sexta e sábado, no auditório da FDV.

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“Juventude, Violência e Cultura: Um Diálogo sobre os Jovens de Nosso Tempo.”

Quem são os jovens de nosso tempo? O que desejam? Sabemos que juventude hoje é sinônimo de prestígio, sucesso e de um presente que se eterniza. Mas o padrão dos “eternamente jovens” requer de nós corpos vigorosos, estarmos em acordo com o imperativo do mercado de consumo, além da obrigação de um gozar sem freios.

Este modo de subjetividade, que tende a apagar, na vida coletiva, as diferenças, em privilégio de uma cultura de massa, vem dificultando a transmissão das experiências de vida entre gerações.O homem transmite, aos que virão, suas vivências discursivas e o que pode ser recolhido, além da memória e da história de seus ancestrais, são os enigmas que restam no que ficou por dizer. Nestes enigmas, entranhados no osso da palavra, reside o nosso grão de humanidade. É o que nos encoraja a lançar um olhar para o futuro.

Ao se desalojarem das identificações que sustentaram a criança que foram para seus familiares, os jovens vão buscar no mundo – o mundo de seu tempo, – referências e ideais para a construção de suas identidades. Deste modo, a juventude tem sido, hoje, a expressão do quanto a nossa sociedade vive amparada na cultura do descarte, do “vale tudo”, o que se desdobra na dificuldade de crença no Outro e na autoridade de uma Lei que interdita o paradigma de que tudo é possível.

Por outro lado, o declínio do Estado Social de Direito tem promovido o descaso de políticas públicas e o recrudescimento de um sistema penal que propaga, através da mídia, de suas ideologias e instituições, a expansão de um imaginário penal punitivo capaz de tornar invisível amplas parcelas da juventude brasileira.  

Tomando como referência essas reflexões, a Escola Lacaniana de Psicanálise de Vitória, em parceria com a Faculdade de Direito de Vitória – FDV, convida você para debater sobre este tema, visando encontrar práticas de intervenção que possam servir de rede de amparo simbólico aos jovens de nosso tempo, assim como políticas de inclusão que lhes permitam se manter na coletividade, sem, com isso, abrir mão de suas singularidades. Sobretudo, este encontro visa refletir, no diálogo com psicanalistas, juristas, educadores, profissionais da mídia, artistas, jovens estudantes, enfim, todos que se afetam pelo tema, de que maneira situar os jovens diante de seus atos, para que, na particularidade de suas elaborações, construam sua história subjetiva e sua cidadania.

Eixos Temáticos:      

  1. Inventar é preciso: Expressões culturais e Nomes do Pai no mal-estar contemporâneo.
  2. Juventude, Violência e Drogas.
  3. A Família e a Escola: Uma rede de proteção em dificuldades.
  4. Midiatização e violência: considerações sobre o Imaginário Penal Punitivo.
  5. Privação emocional e delinqüência
  6. O lugar da narrativa jornalística como propagadora de violência.

A Jornada de Direito e Psicanálise acontecerá nos dias 6 e 7 de maio de 2016, sexta e sábado, no auditório da FDV.